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Sucesso da Farinha Cultural |
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A primeira edição da Farinha Cultural foi um
sucesso. No dia da abertura, os visitantes puderam
participar da roda de capoeira com o Grupo Angoleiro Sim
Sinhô e assistir a peça “Ilha dos Manezinhos”, da
Companhia Teatral Ó-lhó-lhó tais tolo tu tais?, autoria
e direção geral de Ari Nunes, da qual participam alunos
do Projeto Teatro na Escola, da E. B. M. Luiz Cândido da
Luz. |
| Regados ao delicioso quentão do Seu
Simão, auxiliado por Renato, foram degustados beiju e
pinhão feitos na hora por Normeci, Rosemare, Rosana,
Rosa e Sônia. Quem esteve no Engenho do Ataíde ainda
pode dançar aosom manezinho do Grupo Gente da Terra e
reviver momentos saudosos através de cantigas com o duo
de violão de seo Moacir e voz de Yolle de Luz. |
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Durante a programação semanal,
participaram das vivências o grupo de hipertensos da
terceira idade De bem com a vida, a Escola Expressão, a
Escola de Muquém, a E.B.M. Maria Conceição Nunes, além
do público em geral. Enfim, agradecemos a todos e
convidamos para as novas edições da Farinha Cultural:
neste mês, no Museu Cruz e Sousa, com a exposição
Beijuras, e no próximo mês com a comemoração dos 175
Anos do nosso querido bairro, Rio Vermelho. |
| Somos todos responsáveis por manter e
reforçar as suas qualidades, e melhorá-lo cada vez mais. |
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Exposição Beijuras |
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| A abertura da exposição será dia 18/07 às 19h30min e
a visitação, de 19/07 a 16/08 nos horários: terças a
sextas das10h às 18h e sábados, domingos e feriados, das
10h às 16h. |
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Um beijo para a Arte |
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Como legitimado por formas de pensar e fazer esta
realidade mais digna de ser vivida, as novas formas de
representação em arte não têm mais a pretensão de apenas
apontar as diferenças. Foi necessário e é urgente que
novas formas de convivência instalem processos
subjetivos que desestabilizem o que impositivamente tem
a pretensão de se instituir como verdade e poder. Neste
sentido, novas proposições artísticas de estrutura
relacional se tornam abertas a múltiplas táticas
criativas cujo objetivo principal é o de provocar uma
prática efetiva do público a se confrontar com a
possibilidade de que a realização de micro-utopias
instale aqui e agora mundos de vida pautados por espaços
dialógicos contaminantes. Deste modo, novas formas
relacionais de representação passam a estar pautadas
pela colaboração. Com este marco reflexivo em pauta, o
jogo representacional se altera irremediavelmente,
estabelecendo novos rumos para processos criativos que
passam a atuar e a representar condizentemente nossa
época. Neste sentido, como indica José Luiz Brea (José
Luiz Brea é teórico e professor da Universidad de
Castilla La Mancha, Madrid) em seu ensaio “Ornamento e
utopia”, o artista está frente a uma tomada de decisão.
Ou opta pelo ornamental, colaborando com a cultura do
espetáculo que transforma tudo o que toca em mercadoria
ou fetiche conceitual destinado a um grupo enclausurado
pela instituição arte, ou assume a função da arte como
pólo utópico da vida. É neste campo tensionado da
consciência sobre o que significa novas formas de
representação artística para a arte atual, que Nicolas
Bourriaud aponta novas táticas artísticas a serem
realizadas nos interstícios daquelas relações
intersubjetivas que o sistema não consegue cooptar.
Considera Nicolas Bourriaud (Nicolas Bourriaud – crítico
e teórico, é codiretor do Centro de Arte Contemporânea –
Palais de Tokyo, Paris)
“A obra de arte contemporânea representa a utopia de uma
intensificação das relações humanas, uma tentativa de
criar relações humanas fora das formas relacionais
institucionalizadas. O lugar da ação privilegiado pelo
artista é, portanto, o interstício onde se desenvolvem
vínculos que constituem possibilidades de intercâmbio
diferentes com respeito ao que está em vigor no sistema”
E com esta complexa relação em mente que
a proposta de Gabrielle, “Beijuras” está sendo
construída. Suas táticas criativas evitam qualquer
assomo de imagens idealizadas. Sua sensibilidade
criativa flutua no tempo de vida e se instala num
determinado contexto específico que não se repete. De
uma certa forma podemos afirmar que as relações que
costura na realidade, o conceito de tática, tal como
formulado por De Certeau, se materializa como se fosse
uma brincadeira, pois em cada situação um novo jogo
representacional se materializa onde as regras da arte
estão sempre em processo de mutação. Tática segundo De
Certeau tem suas bases no principio do aproveitamento de
uma oportunidade. Ou seja, depende da percepção do
sujeito criativo, que ao se deparar com possibilidades
de gerar uma nova experiência instala na realidade
outras formas de vivê-la. Assim, nos processos criativos
de Gabrielle, que emergem deste procedimento existe a
materialização de outras regras para o jogo
representacional expandir seus limites que “Beijuras” em
sua forma relacional está questionando.
Como vivenciado pela arte contemporânea, os processos
criativos são materializações verdadeiras, reais, de
projeções imaginárias dos artistas. O artista gera uma
falta (falta aqui é entendida como uma articulação entre
o registro do Real, do Imaginário e do Simbólico) que
somente por meio do processo criativo é possível de ser
materializada. Sua força motriz é o desejo de voltar a
um princípio de prazer, irremediavelmente perdido. É a
tentativa de tocar o Real (O Real segundo Lacan é
irrepresentável. Somente podemos extrair do Real uma
imagem. Representação via articulação do registro do
Simbólico com o Imaginário.) que instala no seio da Arte
atual uma lógica operativa interna de atuação que define
táticas criativas condizentes com a lógica
representacional de nossa época. Ou seja, a Arte por
princípio inerente a sua existência gesta suas formas de
atuar. A arte é uma das possibilidades para
re-semantizar o mundo, como definiu Duchamp, a própria
existência, como demostrou Beuys por meio de seu
conceito de escultura social, ou de provocar zonas
autônomas temporárias dialógicas no seio de um
micro-contexto, como propõe Gabrielle. É um processo no
qual os participantes têm a condição de se verem
auto-representados por meio de táticas que efetivamente
criam modos de fazer este mundo mais colaborativo.
Kinceler
Florianópolis, depois que as tainhas
assaram de julho de 2006.
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Farinha Cultural - 175 Anos do
Riovê!! |
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| Será no sábado, dia 19 de agosto, o evento que vai
marcar o transcurso dos 175 Anos de fundação do Distrito
de São João do Rio Vermelho, cuja data oficial é 11 de
agosto. Na próxima edição você vai saber mais. |
Fone:
3226-8398
email: gabriellealt@gmail.com
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