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Ói, ói, ói, que sê
manezinha às vegi dói.
Sou só uma manezinha do
Norte da Ilha, nascida e
criada no Rio Vremeio.
Eu sou bem tola, mas não
é de berço, vissem? Nem
de nascença de pai e
mãe. Esperto são os
dimenor criado desde
criancinha nas creche
municipal, ói, ói, ói...
Uma côsa é uma côsa!
Ôtra côsa é ôtra côsa
bem deferente... uma que
não me entra na minha
tolice nem na base da
foice e do martelo, é o
carnaváli 2011 do bloco
dos RUIM, lá da Lagoa da
Conceição. É, seus tanso!
O bloco dos RUIM, sim:
os Revolucionáro Unido
da Ilha da Magia.
Nozapotreja minha Nossa
Senhora! No próximo
carnaváli os RUIM vão
homenajar o herói da
humanidade deles, não
tem? O malino Fidélis
Casto, o ditadôri
aquele, charuteiro
canceroso das tripa
grossa, comandante dos
porão e dos paredão...
de fuzilamento dozôtro,
tás tolo! Viiiirsch
santa! Osvi dizer que a
homenaje não foi por
falta de assunto dos
RUIM pro sanbemrredo,
não. Faltou foi vergonha
na cara memo! Atusica as
bucica neles...
Já tava fechando o
comérço capitalista e
recolhendo as mesas nos
café da burguesia do
Centrinho da Mãe Conça...
e nada de ficar
adecidido uma moção
retirada da plenária da
Assembléia Participativa
dos Conselho Partidário
dos Comitê Carnavalesco
das Massa Proletária dos
RUIM - tema de fundo: “A
construção de um
sanbemrredo de arrombar
o sanbródomo de Floripa:
Como homenajar
publicamente um grande
assassino, ditador
dazesquerda, fazendo de
conta que ditadura
desquerda não existe (só
da direita reacionária e
conservadora dos maldito
capitalista selvagem
vendidos pro
imperialismo do
jorgibuchi).”
A proposta do mandrião
Nildo Ufsc O. Rico, era
de homenajar o
socialismo moderno,
dizaôje, do bolivariano
Hugo Chaves (o cão
comendo manga nos iate
da ilha das Malgarida).
A outra proposta, osvi
dizer que foi sugestão
do própro secratáro dos
turista, o seu Antero
Goma: homenajar o
comunismo dasantiga do
Fidélis Casto, o
tiranossaurus rex do
marxismo. Aquele, que
foi embalsamado em
coca-cola, fardado de
abrigo e tênis Adidas,
na cobertura de frente
pro mári dum resort de
luxo com marina em
Valadero - o Jurerê
Internacionáli deles. Em
Cuba, resort de luxo e
marina pode, porque os
ecoxiita são fuzilado
máli, máli abrem a boca
pr’aprotestar.
Arrombassi!
No mô fraco modi pensar,
ganhou o intanguido do
Fidélis só porque é um
(pré) histórico, de
antes da queda do muro
de Berlim, e foi
compañero do seu Antero
Goma, um ex dos quadros
do partidão daquela épa:
hojendia luta de classe
é só uma côsa fora de
moda, adipôji que foi
substituída pela luta
pra redução das
desigualdades social ói,
ói, ói... sem conichões.
Então, então, mô
cravos... o negoço é
botar a indiarada
botocuda a bater tambor.
Ô, ô, vinhas tão bem, ô...
ficava bem bonito se
adaptasserm o hino da
Internacionáli
Socialista. Mas não em
ritmo de marselhesa, mô
cravos: no répi dos
quirido, naonde os mano
das comunidade carente é
que ia ser os puxador. A
comissão de frente podia
ser dois balé de toca
ninja e fuzil AR 15
nozombro, co’s punho
erguido do ar, gritando
“Tudo pelo social!”,
regidos por um padre à
paisana, seguido pelos
gurizinho fardado pro
futebóli. Logo atrás, mô
pombos, podia ir uma
gorda fantasiada de
Merecedes Soza
balanceando os bofe
debaixo da túnica
indiana cheia de
lantejoula, batendo
bumbo: tum tum
praticundum tunturundum...
“Gracias a la vida!!!” O
sambródomo ia estremecee
com um sózia do Lula
fantasiado de
sindicalista, abraçado
num Chico Buarque,
gritando no nicrofone:
“Vambora no refrão
gente!” E começava a
festa dos RUIM:
“Bem unidos façamo,
nesta luta final,
uma terra sem amo:
A Internacional!”
Ói, ói, ói, que sê
manezinha às vegi dói...
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