4 de Abril de 2011

 

Hospitáli tamém não póoode, Ô?

 

cacameneia@yahoo.com.br

 

 

Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói!
Eu sou só uma manezinha, nascida e criada no Rio Vremeio. Não frequentei falcudade e nuncandei pelo mundo estudando às custa dos dinhêro púlbico. Coitadinha de mim: ninguém me deu portunidade na vida de conhecer um bom moço cãomunista de futuro, que se casasse comigo pra morar nos mióris lugaris da natureza pra serem apotregidos... dozôtro.

Vai ver, mô cravos, é por causo disso que tem umas côsa que não me entra no célebro nem com golpe de foice e umas quanta martelada. Por inzemplo: as côsa que a apercuradora federáli dotôra Naluz encrenquêra intenta que na nossa Ilha não pode ter. Êita muiézinha impiliquentadora duma figa, essa Naluz do Iemipeiéfe... cruzencredo, alve Maria, nozapotreja minha Nossa Senhora da Conceição da Lagoa! Encrenca é co’essa aí, arreparassi, ôooo dona Sonzona Nadicha?

A repórti Sonzona Nadicha é a minha colégua zolnalista, aquela, não tem?, que inscreve as côsa na revista Inzame, da Editona Abriu. Bem gauchinha tamém, coitadinha da Nadicha. Ela é espeçalista em fazer reportagi com gente encrenquêra. Nasantiga, a Sonzona já inscreveu até uma reportagi com o ôtro aquele, vissem?, o senhor encrenca lá dos Costão, o seu Marcão dos Mato. O assunto era o senhor encrenca, mas o que deu na reportagi foi que encrenca é com a dotôra Naluz.

No mô fraco módi pensar, a zolnalista Sonzona devia de fazer uma reportagi especiáli com a arrilienta intanguida, mô pombos, que se encrenqueia com Deus e o mundo. Mofas c’a pomba na balaia! Ela ia atazanar a Sonzona pro resto da vida, tás tolo? Mas uma côsa é uma côsa. Ôtra côsa é ôtra côsa bem deferente: co’s cú de cachorro dos molvimento comunistário, co’s mondrongo da soçedade incivil onganizada, cozocupante das duna ideoilógica de Inguilesis e c’os morador das marge do rio Tapanacara, lá nas Cana dos Vieiras, a percuradora federáli, oh!, nem te ligo, ferro antigo.. arrombassi, Layla!

Mas ela encrenqueia com quem quer ponhá mais lúgi na Ilha, água, esgoto, estrada mais larga, éroporto maióri, remendar a ponte Hercilo Lúgi, fazer lugári luxento pros ricaço vir morar e rezort pra eles vir só passear e estaçonamento pros barco deles nas porta das casa. Tudo a Naluz encrenmqueia que apolui natureza. Então, então! Só tá faltando brigar co’s donos dos cimintério, por causo de que os cadávre dos morto polui a terra naonde são enterrado: é que as podridão escorre degavarinho pras água do aquífro. Mas se mandar quemá com caxão e tudo, periga ela atusicar as bucica dela nas alma, porque a fumaça sobe digerinho e polui o aire... ô, ô! Vinhas tão bem, ô! Sem conichões, istepô...

Vô te contar uma côsinha só pra ti: a dona encrenca se encanzinou-se c’os dono do SOS Encárdi, o hospitáli pras pessoa que tem doença nas coronalha do coração. Osvi dizer, mô cravos, que é por causo de que ela não tem um pra ser tratado. Então, então... se fosse um hospitáli piscriático, a nelvrosinha não ia se importar? Bobaisada, seus tanso! Órgo cardíco co’as coronalha escangaiada percisando de ser tratado, todo mundio tem pelo meno um na famíla...

Ô, ô! Os meu poblema de saúde é só de ursa pética de ostrômago e odeno. Eu não tenho corbesteirol alto, pertenção alteriar, suficença cardíca que percise de válvla nova, véia tupida pra pontes de alfena, nem um pudê de côsa mági. Então, então... mas eu tinha até pensado em pedir uma portunidade de inferneira dos impacente do SOS Encárdi! Só que hospitáli na Ilha, tamém não póoode!

Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.

 
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