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Ao lado da beleza natural do Estado
de Santa Catarina, ele pode ser visto como um dos mais
lastimáveis exemplos de ocupação irregular e abusiva do
solo urbano deste País. O turista chega pensando que vai
enxergar as belas e decantadas praias, mas o que
consegue visualisar são “muralhas” de prédios
residenciais e comerciais, indevidamente construídos em
área de marinha. Para ter acesso à praia, nativos e
turistas pagam por estacionamentos plantados nestas
áreas. Depois, caminham por estreitos corredores e,
finalmente, enxergam a praia e o mar belíssimo dos
Ingleses, Canasvieiras e Cachoeira do Bom Jesus, só para
ficar nestes três exemplos. A exceção fica por conta de
Camboriú e Garopaba, que têm calçadão.
É evidente que a desordem urbana só
foi concretizada porque durante décadas houve omissão e
cumplicidade de prefeitos e vereadores de plantão. Mas a
simpática e acolhedora população barriga-verde tem boa
parte de culpa, porque não exercitou, no tempo devido, o
bendito espírito de indignação cidadã, capaz de impedir
esta violação do espaço público.
Para que a exuberância da beleza das
praias catarinenses possa ser amplamente apreciada só
resta repetir o que foi feito na Avenida Beira-Mar, ou
seja, o engorde da praia. Outros exemplos estão no Rio
de Janeiro. Lá o “engorde” da praia aumentou a faixa de
areia conquistada do mar aterrado. Isto aconteceu
especialmente na Baía da Guanabara, originando o aterro
do Flamengo e na praia de Copacabana. |