|
Meses atrás,
no programa Sem Censura, Leda Nagle entrevistou uma
senhora que promovia a volta das fraldas de pano
reutilizáveis. Ela discursou sobre as maravilhas da
responsabilidade ambiental e discorreu sobre
incontestáveis pesquisas científicas e estatísticas de
laboratórios conceituados que “comprovam” que, se as
fraldas de pano não voltarem imediatamente à rotina dos
lares, a humanidade desaparecerá enterrada em montanhas
fedorentas de fraldas descartáveis. Pouco falta para ser
criado um adesivo de “ISO Mãe Ecológica” para aquelas
que levarem às últimas consequências um velho ditado:
“Ser mãe é padecer no paraíso.” O selo será colado nos
carrinhos dos bebês e nos carrões dos papais: ambos
produto e causa de muita poluição.
E vem mais
chumbo grosso por aí: o Greenpeace agora quer acabar com
o papel higiênico ultramacio. Aquele, com folhas duplas
(que chegam a ser triplas ou quádruplas, nos EUA e
Europa). A justificativa é que a fabricação desse
produto símbolo do capitalismo selvagem só pode utilizar
fibras virgens de celulose. Papel reciclado, nem pensar!
Acontece que, somente para limpar a bunda dos
americanos, vão abaixo muitas árvores das florestas
canadenses que fazem falta na absorção do dióxido de
carbono (CO2) que combate o efeito estufa. E as áreas de
monocultura - destinadas exclusivamente para a
fabricação do produto - também estão condenadas pela
xiitice ecológica, mas aí é por outro motivo: é que
florestas de monocultura “não servem de habitat para
variedades grandes de animais”.
Segundo Veja,
“em 2007, uma série de campanhas nos Estados Unidos
pretendia conscientizar a população da inconveniência de
consumir água mineral em garrafas plásticas, já que elas
produzem uma quantidade enorme de lixo não degradável.
Desde então, o consumo de água engarrafada no país
cresceu 6,7%.”
Essa inversão
de resultado abre a possibilidade de que, quanto mais os
fundamentalistas do ambientalismo absurdo inventam
mantras que demonizam confortos da vida moderna para
agredir o modelo capitalista, mais eles mesmos vão
caindo em desgraça com grande parcela da população. Quem
sabe se, por seus ridículos excessos, a espécie
artificial dos xiitas ecochatos não acaba desaparecendo
do planeta no lugar das espécies ameaçadas na natureza?
Em todo caso,
o negócio é começar a armazenar sabugo de milho. Se
algum dia a fúria irracional dessa gente conseguir mesmo
levar a humanidade de volta a antigos hábitos, espigas
secas serão bastante úteis.
|