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Estava eu, em plena matina de domingo
(17/05), lendo o blog do Reinaldo Azevedo. Quando
concluí a leitura do segmento abaixo, do post “A
ANATOMIA DE UMA FRAUDE 1 – OS GOLPISTAS DO PETISMO”, os
cabelinhos da minha nuca arrepiaram como um gato
escaldado!
Vá lendo você também e, na hora
certa, troque o personagem. A brincadeira começa
substituindo “Zé Dirceu” por “Ecoxiita Profissional”.
Daí para a frente, tenho certeza de que a adaptação do
leitor antenado para uma versão Floripa do texto,
seguirá no piloto automático, como aconteceu comigo.
“O PT e os petistas não desistiram —
e é o que a reportagem do Estadão (17/05) deixa claro —
de recorrer a práticas que estão fora das regras do jogo
para aniquilar os adversários. A sua vocação para se
consolidar como partido único é a mesma daqueles
primeiros anos, ainda próximos do delírio bolchevique.
Só que, agora, aquele bolchevismo vagabundo descobriu as
glórias e as delícias não exatamente da economia de
mercado, mas das falcatruas do mercadismo - com efeito,
o mercado, em si mesmo, não é uma moral: também está
aberto a larápios.
Fui editor adjunto de política de um
grande jornal e depois coordenador de política da
Sucursal de Brasília. Vi de perto como funcionava o
esquema de denúncias montado pelo partido, que buscava
unir parlamentares petistas, repórteres de política e
Ministério Público — naquele tempo, Justiça e Polícia
Federal ainda não eram elos dessa corrente. Agora são. O
PT já corroeu essas duas instituições também. A máquina
funcionava (e funciona) assim: um Zé Dirceu da vida
acusava, um repórter publicava, e o Ministério Público
fazia a denúncia — às vezes, um Zé Dirceu qualquer fazia
a acusação, o Ministério Público abria a investigação, e
o conteúdo sigiloso era passado ao repórter como
“apuração exclusiva”. Há outra variante: o Zé Dirceu
qualquer passa a história para o repórter, que publica
como apuração sua, o que motiva a ação política do Zé
Dirceu qualquer, junto com o Ministério Público.
Entenderam?
Quem não se lembra do procurador Luiz
Francisco, que era o Protógenes Queiroz dos anos 90?
Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da
Presidência no governo FHC, foi transformado em inimigo
público número um do país por essa máquina de moer
biografias. Era inocente. Não cometeu nenhum crime. Não
fez nada. Provou a sua inocência. Era tudo politicalha.”
E então? Não foi divertido desvendar
o método da máquina de moer biografias?
* Jornalista |