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Ói,
ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.
Sou só uma manezinha do Norte da Ilha, nascida e criada
no Rio Vremeio. Não fiz falcudade nem andei viajando por
esse mundo de meu Deus...
Mais problema de exercer profissão na Ilha Capitáli. Os
empresários da construção civil, por exemplo dizem que
falta pedreiro para trabalhar nos empreendimentos deles.
Bidú. Os pedreiros tão tudo trabalhando nas edificação
irregular da ocupação desordenada da Ilha. Minha Nossa
Senhora da Conceição da Lagoa! Vai ver, é por isso que
os índices de desemprego em Floripa são tão elevados. Os
profissionális que faltam nas folha de pagamento dos
pagadôri de imposto tão tudo acupados demaji trabalhando
como desempregado autônomo profissional. Arrombassi!
E por falar em empresários: a ONG Floripamanhã avisa que
está anulando a idéia que a ONG é deles, vissem? Tás
tolo? Empresário não amerece ter a sua própria ONG, que
nem todos as outras classes, credos, cores e catigurias
de gente amerecem. Empresário não pode ter ONG.
A dona Nita Pires disse pro Cacau Menezes que a ONG
Floripamanhã foi criada para democratizar as discussão
sobre a cidade.
Ah, bom! Deve de ser porque as discussão sobre a cidade
ficam mais democráticas quando as ONGs de todo povo
batem boca sobre Floripa, noves fora ONG dos malditos
capitalistas, bandidos malinos, iscumunguentos d’uma
figa.
Empresários com direitos iguais ao povo de ter uma ONG?
Pois sim! Só faltava mais essa injustiça social neçepaíz.
Que bissurdo!
Xô, empresários de-mô-nhos! Fora, fora, fora! Para
melhorar, a Ilha Capitáli não percisa da opinião de
vocês. Deixem o povo e suas ONGs trabaiá.
Ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.
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