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A fraca participação dos
moradores na audiência
pública realizada no dia
8 de junho, em Ingleses,
poderia sugerir que o
problema não aflige a
população. Aflige, e
muito. A questão que se
impõe é outra: Por que
aquelas cerca de
cinquenta pessoas
tiveram de abandonar
seus lares na noite de
uma terça-feira para
implorar o de sempre?
Mais policiais nas ruas,
mais viaturas
circulando, mais rigor
com a bandidagem, etc,
etc, etc. Ora, se isso
ainda não é de
conhecimento das
instituições e órgãos
públicos que se fizeram
representar - também em
número pífio - ou não, é
por pura incompetência.
Ou desleixo. Ou as duas.
Do Rio Vermelho, onde
semanas antes a Rodovia
João Gualberto Soares
foi fechada por cerca de
uma hora para discursos
inflamados e palavras de
ordem do oportunismo
militante de sempre,
compareceram não mais de
seis moradores.
Representação quase
nenhuma do Núcleo de
Lideranças de Ingleses,
e zero dos notórios dos
“movimento sociais” e
“sociedade civil
organizada”, aquela
minoria estridente que,
nas suas conveniências
ideológicas, se fantasia
de detentora do
monopólio das “lutas
populares” da maioria
por políticas públicas.
Eles são bons em
obstruir saneamento
básico, mas para
reivindicar mais PMs nas
ruas não conte com eles.
Esta audiência, sem a
presença de
representantes da
prefeitura, do
Ministério Público e da
turba militante,
desnudou a presença
insignificante de
moradores de uma região
com cerca de 200 mil
habitantes, sintoma que
muitos preferem ignorar.
Mas já não é de hoje o
desencanto das pessoas
com as sucessivas
convocações para
“debates” manipulados
que nunca chegam a
solução nenhuma para
coisa alguma.
É a percepção do homem
comum sobre uma
cidadania politicamente
“fashion”, um modismo
que cansa. Por ele, as
necessidades mais
básicas das pessoas
tornam-se reféns de um
“participativismo
enganoso” -
lamentavelmente ainda
sem Procon -, em que os
indivíduos
reiteradamente são
convocados a, por certos
períodos, engordar
“coletivos” vistosos e
ruidosos, compondo
platéias-simulacro de
legitimação, segundo
interesses eleiçoeiros.
Mandato não é contrato
de experiência, ora
bolas! Quem não sabe -
às vezes depois de
várias eleições - o que
a população espera de
quem ocupa cargos
eletivos, e ainda por
cima demonstra pouca
memória para o que ela
implora incansavelmente
na imprensa (ou nem lê)
- que caia fora.
Está ficando muito clara
a manipulação que
políticos - e até
instituições como o MP -
promovem, amparados por
alguns líderes sociais e
suas massas de inocentes
úteis (ou seria o
contrário?). Sem a
presença da turba, os
eventos caem na
realidade do
desinteresse da
população que, fazendo
sua parte com
responsabilidade, já
está fazendo o
suficiente para uma boa
convivência com os
demais cidadãos.
Não é que a novela seja
mais importante. Ela é
apenas mais interessante
e sem hipocrisias: os
autores assumem que
novela é apenas uma
ficção. |