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Ói, ói, ói, que sê
manezinha às vegi dói.
Eu sou só uma manezinha,
nascida e criada no Rio
Vremeio. Dizem que é por
isso que me tornei
mazanza desse jeito, com
difilcudade pra entender
as côsa máji comprexa...
por inzemplo, as ação
púlbica indígena dos
apercuradori federáli,
aqueles, os cumpanhêro
de sevriço no MPF: a
galega dona Naluz e o
seu Barangão. Pois é.
Mas uma côsa é uma côsa
e otra côsa é otra côsa...
bem deferente,
arreparassi?
O seu Barangão se
espeçalizô-se nas
tradição do zíndio do
norte, lá da Mazona. Mas
se atransferiu-se de lá,
naonde o zíndio ainda
são muito dasantiga, mô
quiridos. Então,
então... osvi dizer que
o apercuradôri trouxe
atiracolo com ele até um
outropólogo que sabe
tudo de tradição do
zíndio. É que os
outropólo nosso daqui de
Santa Catarina não tão
c’o nada...
O zíndio da Mazona vévi
nas tribo no mato e
andam peladão. Os homi
c’os bigolim e os corôto
balançando e as muié
co’as pomboca e as teta
de fora - nosapotreja,
minha Nossa Senhora da
Conceição da Lagoa! Mas
eles são muito rico e
podem comprar
caminhonetão importado,
rádiocomunicadôri,
celulári e cãoputador.
No mô fraco módi pensar,
eles percisam dessas
côsa porque a Mazona é
grande pra dédeu e o
zíndio são meiadúza de
gato pingado de dono
daquele mundão de
floresta. Eles e mais as
3000 ONG da socedade
incivil ONGanizada e dos
movimento antisocial e
comunistário que
apotrege as riqueza dos
matagal. Só ainda não se
sabe quem potrege os
índio e as riqueza...
das ONG e de um pudê de
côsa máji, tá tolo?
Bem deferente daqui do
súli, naonde o zíndio
são pobrinho.
Coitadinhos deles! As
ONG não querem aproteger
o zíndio sem floresta
mazônica, mas a dona
Naluz é espeçalista
neles.
Os nosso zíndio já se
trajo bem moderninho, de
brim coringa, avaiana,
abrigo e tênis quichute,
quiném os cara-pálida. E
tem que morar nas beira
das estrada asfaltada,
naonde passam os ônibus
coletivos de transporte.
No verão, a galega Naluz
otorizou ônibus de
escursão c’os zíndio
gaúcho pra’preservar as
tradição nas féria em
Floripa, hospedado no
camping do Riovê. Nas
horas valga, eles vende
altesanato indígena
enfeitado com uns brilho
da 25 de Março pras
cara-pálida bronzeada
nazareia das praia. Osvi
dizer, mô pombos, que a
apercuradora Naluz ia
inté requisitar uma loja
no Ilhachópim pro zíndio
gaúcho que ela apercura
em Floripa, mas o
intanguido do pajé deles
disse que não paga a
pena e vetou o projeto:
quando a lua saltou das
água do Moçamba, ele viu
nas onda do mári que ia
dar tormenta e o
Ilhachópim ia alagar. E
foi, virche santa! Foi
tanta chuva, que as
féria do zíndio tão no
prejú. Mofas c’a pomba
na balaia...
Pro ano que vem, o pajé
devia de atusicar as
bucica na dotôra Naluz
pr’ela botar o zíndio de
sócio na Cobrastur e
alugar um avinhão charti
pr’eles passar o verão
no Nordeste. Nas praia
de lá não dá essas
tormenta de Floripa.
Pelo meno não nas
temporada turística.
Arrombassi!
Não falta mais nada, o
apercuradôri Barangão e
o outropólogo aquele
intentar de trazer o
zíndio da Mazona pra
veranear em Floripa. Ia
ter que acampar os
peladão na praia da
Galheta. Dás um banho!
Só que acampar na
Galheta não póoode!
Ói, ói, ói, que sê
manezinha às vegi dói.
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