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Ói,
ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.
Sou só uma manezinha do Norte da Ilha, nascida e criada
no Rio Vremeio, com muita difilcudade de entender as
côsa dijaôji na Ilha capitáli!
Por inzemplo, essa mania dos empresáro com-empresa de
querêri todos cliente só pra si. Vinhas tão bem, ô! Uma
côsa é uma côsa. Outra côsa é outra côsa bem diferente,
mô pombos. Monopólio pros maldito capitalista
estabelecido em Floripa, não, né? Reserva de mercado na
cidade pros com-empresa no verão tamém? Aí já é lucro
demáji! Não chega que eles já passo o ano todo de donos
daqui? Todo mundo que quiser comprar alguma côsa nessa
cidade tem que comprar dos com-empresa por quê? Só
porque eles são pagador de imposto e ozôtros não?
Tá, tá, mô cravos... Até que já tem um pudê de côsa magi
que os comprador pode encontrar em qualquer esquina,
c’os vendedor avulso empulhante sem-imposto. É,
empulhante: os que perambulam co’as mercadoria por aí,
empulhando os cliente com produto de quinta. Os
sem-empresa, não tem? Mas é côsa pôca: passage de vale
transporte, CD pirata, Viagra, cigarro, eletrônicos e
brinquedos de contrabando, bromélia e orquídia da mata
atlântida, bijuteria falsa e bugioganga indílgena,
altesanato de tercêra, roupa véia e traparedo de brechó
das obra de caridade (que as peça boa os caridoso
separam pra si), refeição, lanche e queijo-quente nas
caxa de isopor e nos carrinho, batidinha e churipan nas
carrocinha, podruto de limpeza, fruta, verdura e latinha
de celveja nos carro particulári estaçonados nas rua
púlbica, sorvete de suco sem fruta feito em casa, maiô,
biquini, toaia de mesa e banho, colcha, manta e rede,
atestado falso, carro de aluguel e chave de posada
informáli, sacudidas na beira da estrada, lote
clandestino e casa irregular, e... sem contar prostiputa,
arma de fogo, maconha, colcaína e clack. Dás um banho!
Mas o poblema mesmo, todo ano, é quando chega a
intemperiada turística de Floripa. Intemperiada, gente!
Aqueles mês do verão que calha de coincidir com a
temporada das chuva climática. Aí começa o chororô dos
empresáro com-empresa, que vévim se quexando da
concorrença dos sem-empresa: “Tô pagaaano, ô!”
O seu Pé no Barro, por inzemplo, o presidente do
Sindusôni das construção civil, só quer saber de
construtor com lecença construindo aqui. No mô fraco
módi pensar aqui na Ilha construir com lecença não pode,
ô! Qualquer um embarga as obra. Faji sem licença, seus
tanso!
E os filhado do seu Bom Reni Caramúru, da Acif, aquela,
não tem? A Assonçassão Comerçal e Industral de
Florianópolis... é, sim! As-sonça-ssão: conjunto de
malino, empresáro sonço e mandrião, que se reúne entre
si, cada um unido consigo memo. Esses daí... arrombassi!
Osvi dizer que intentaram de proibir as atividade dos
coitadinho dos sem-empresa que vem do mundo todo lucrar
nazareia das nossas praia: nas intemperiada tem mais
comérço empulhante do que veranista nas rua e beira mári
de Floripa! O poblema da entidade dos empresáro sonço é
um só: quem é que conversa com o chefão dos veradôri mui
amigo contra o prefeito imperfeito, pra ser criada uma
lei que obrigue os fiscal a atusicar as bucica pra
impedir as venda do comérço empulhante que é proibido?
Consumiçã...
Tamém tem a CDL, a Câmera dos Indigente Lojista da Ilha
Capitáli. Esses tão de intisicação egoísta contra os
lucro dos pobre dos sem-empresa: querem que seje
impedida as venda nas própria praia, de bronzeadori e
óculo de sóli falsificado. E tamém dos óculo degrau que
é vendido na frente das vitrina dos ótico com-empresa...
sem conichões! Mofas co’a pomba na balaia.
Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.
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