Cacá Menéia

Janeiro/2010
 

Viva o comérço empulhante!

 

Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.

Sou só uma manezinha do Norte da Ilha, nascida e criada no Rio Vremeio, com muita difilcudade de entender as côsa dijaôji na Ilha capitáli!

Por inzemplo, essa mania dos empresáro com-empresa de querêri todos cliente só pra si. Vinhas tão bem, ô! Uma côsa é uma côsa. Outra côsa é outra côsa bem diferente, mô pombos. Monopólio pros maldito capitalista estabelecido em Floripa, não, né? Reserva de mercado na cidade pros com-empresa no verão tamém? Aí já é lucro demáji! Não chega que eles já passo o ano todo de donos daqui? Todo mundo que quiser comprar alguma côsa nessa cidade tem que comprar dos com-empresa por quê? Só porque eles são pagador de imposto e ozôtros não?

Tá, tá, mô cravos... Até que já tem um pudê de côsa magi que os comprador pode encontrar em qualquer esquina, c’os vendedor avulso empulhante sem-imposto. É, empulhante: os que perambulam co’as mercadoria por aí, empulhando os cliente com produto de quinta. Os sem-empresa, não tem? Mas é côsa pôca: passage de vale transporte, CD pirata, Viagra, cigarro, eletrônicos e brinquedos de contrabando, bromélia e orquídia da mata atlântida, bijuteria falsa e bugioganga indílgena, altesanato de tercêra, roupa véia e traparedo de brechó das obra de caridade (que as peça boa os caridoso separam pra si), refeição, lanche e queijo-quente nas caxa de isopor e nos carrinho, batidinha e churipan nas carrocinha, podruto de limpeza, fruta, verdura e latinha de celveja nos carro particulári estaçonados nas rua púlbica, sorvete de suco sem fruta feito em casa, maiô, biquini, toaia de mesa e banho, colcha, manta e rede, atestado falso, carro de aluguel e chave de posada informáli, sacudidas na beira da estrada, lote clandestino e casa irregular, e... sem contar prostiputa, arma de fogo, maconha, colcaína e clack. Dás um banho!

Mas o poblema mesmo, todo ano, é quando chega a intemperiada turística de Floripa. Intemperiada, gente! Aqueles mês do verão que calha de coincidir com a temporada das chuva climática. Aí começa o chororô dos empresáro com-empresa, que vévim se quexando da concorrença dos sem-empresa: “Tô pagaaano, ô!”

O seu Pé no Barro, por inzemplo, o presidente do Sindusôni das construção civil, só quer saber de construtor com lecença construindo aqui. No mô fraco módi pensar aqui na Ilha construir com lecença não pode, ô! Qualquer um embarga as obra. Faji sem licença, seus tanso!

E os filhado do seu Bom Reni Caramúru, da Acif, aquela, não tem? A Assonçassão Comerçal e Industral de Florianópolis... é, sim! As-sonça-ssão: conjunto de malino, empresáro sonço e mandrião, que se reúne entre si, cada um unido consigo memo. Esses daí... arrombassi! Osvi dizer que intentaram de proibir as atividade dos coitadinho dos sem-empresa que vem do mundo todo lucrar nazareia das nossas praia: nas intemperiada tem mais comérço empulhante do que veranista nas rua e beira mári de Floripa! O poblema da entidade dos empresáro sonço é um só: quem é que conversa com o chefão dos veradôri mui amigo contra o prefeito imperfeito, pra ser criada uma lei que obrigue os fiscal a atusicar as bucica pra impedir as venda do comérço empulhante que é proibido? Consumiçã...

Tamém tem a CDL, a Câmera dos Indigente Lojista da Ilha Capitáli. Esses tão de intisicação egoísta contra os lucro dos pobre dos sem-empresa: querem que seje impedida as venda nas própria praia, de bronzeadori e óculo de sóli falsificado. E tamém dos óculo degrau que é vendido na frente das vitrina dos ótico com-empresa... sem conichões! Mofas co’a pomba na balaia.

Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.

 
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