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“O vício
intrínseco do capitalismo é a partilha desigual do
sucesso; o vício intrínseco do socialismo é a partilha
eqüitativa do fracasso.” (Winston Churchill)
A
empresa indiana Tata Group lançou o carro mais barato do
mundo, batizado de “nano”. Deverá ser vendido por 2.500
dólares. Não no Brasil, claro, pois aqui os impostos
absurdos chegam a tornar os carros importados até três
vezes mais caro. Parece que os brasileiros são ricos, e
podem se dar ao luxo de pagar bem mais por um carro do
que um americano. Mas o anúncio deve ser comemorado,
pois se trata de mais uma conquista capitalista. A
tendência do capitalismo é justamente esta: inovar
criando produtos cada vez mais acessíveis às massas,
trazendo enorme conforto material para a humanidade.
Muitos
criticam o capitalismo e a globalização afirmando que a
diferença entre ricos e pobres aumentou. No fundo, o que
deveria ser observado é a condição absoluta da riqueza,
ou seja, quantos milhões conseguiram abandonar de vez a
miséria. O fato de alguns milionários ficarem ainda mais
ricos com a globalização não afeta negativamente a vida
dos mais pobres. A riqueza não é estática e a economia
não é jogo de soma zero. O fato de Bill Gates ser
bilionário não é prejudicial aos pobres do mundo. Pelo
contrário: graças às inovações da Microsoft, muitos
puderam melhorar absurdamente de vida. O jogo é de
ganhos mútuos.
Aqueles que se
deixam seduzir pelo socialismo, ou seja, a idealização
da inveja, acham que não deveria existir essa diferença
entre uma Ferrari e um “nano”, tratada como uma
“injustiça social”. Para esses, deve prevalecer a
ditadura da mediocridade. Logo, condenam os extremos e
demandam que todos tenham um carro médio, provavelmente
produzido pelo governo, ente considerado um Deus por
esses crentes. Mas para observar os resultados práticos
dessa política, basta dar uma olhada em Cuba, onde os
que conseguem ter um carro, possuem na verdade uma
carroça da década de 1950. Enquanto isso, a nomenklatura
dos aliados de Fidel esbanja suas Mercedes. Todos são
iguais no socialismo, mas uns sempre mais iguais que os
outros.
Dito isso,
vale lembrar que a diferença nas riquezas se deve
basicamente a questões de luxo. O lançamento do “nano” é
um ótimo exemplo para análise. O rico pode ter uma BMW
ou mesmo uma Ferrari. Mas a grande diferença estará em
detalhes luxuosos, como a potência, a estética, o
conforto. Ainda assim, o pobre que conseguir comprar o
“nano”, com apenas US$ 2.500, terá um meio de transporte
praticamente tão eficiente quanto o dos ricos, no seu
objetivo principal, que é a locomoção. Em outras
palavras: no básico, as diferenças caíram, e muito!
Qualquer americano de classe média possui ar
condicionado, uma casa, um computador e um carro. Sua
vida tem bem mais conforto que a de um nobre do passado.
Graças ao capitalismo. |