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“Poucos de
nós poderíamos sobreviver na vasta imensidão selvagem e
desconhecida de uma floresta por muito tempo. A natureza
não é amigável ao homem. Nunca foi. Por isso ela deve
ser domada.
No início
da década de 1990, visitei uma área de exploração e
corte de madeira na região norte de Califórnia. Não
encontrei ambientalistas por lá. Como comprovam os
estudos do próprio Sierra Club (1), ambientalistas são
tipos de classe alta, gente chique que mora em regiões
como Manhattan e Malibu, rodeadas de todos os confortos
que apenas o capitalismo pode dar. Ambientalistas não
moram no meio de árvores e madeiras. Quem mora, não tem
nenhuma ilusão quanto à bondade da deusa Gaia.
Madeireiros
bem sabem que a própria existência da humanidade depende
da subjugação da natureza, a qual deve ser
constantemente domesticada e adaptada aos nossos
conformes. Se algum dia pararmos de fazer isso, as
selvas irão reivindicar e retomar nossas cidades.
Esses
madeireiros, que formavam um conjunto de 30.000 famílias
trabalhadoras, foram dizimados pelas regulamentações
governamentais implantadas naquela época,
regulamentações essas que proibiam a exploração e o
corte de madeiras em milhões de acres apenas para que
1.500 corujas-pintadas não fossem perturbadas, para que
elas pudessem continuar vivendo o mesmo estilo de vida
com o qual haviam se acostumado.
E se você
acha que acabar com a vida de 30.000 famílias em troca
da tranquilidade de 1.500 corujas (uma razão de 20
famílias humanas por coruja) é algo um tanto excessivo,
isso apenas mostra o quão inculto e não ambientalmente
esclarecido você é.
(Nota: se
as corujas-pintadas de fato estivessem “em perigo” e os
ambientalistas realmente quisessem salvá-las, então eles
poderiam simplesmente comprar algumas terras para criar
seus próprios santuários. Porém, utilizar dinheiro
próprio é algo que, de alguma forma, nunca teve apelo
entre essa gente).”
(1)
Fundado por John Muir, em 1892, em São Francisco (CA), o
Sierra Club é considerado a primeira entidade
ambientalista |