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O vazamento de
informações sigilosas da Universidade de East Anglia, na
Inglaterra, nas últimas semanas, trouxe grande
preocupação aos pesquisadores que se dedicam à causa do
aquecimento global. Cópias de cerca de 3 mil mensagens
trocadas por cientistas, entre 1996 e 2009, sugerem que
houve adulteração nos dados da temperatura terrestre nos
últimos anos. A idéia seria “maquiar” as informações
dando a impressão falsa de que a Terra passa por um
aquecimento “sem precedentes”.
No site
Climate.org, em que escrevem vários cientistas do IPCC
(Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, da
sigla em inglês), as alegações são de que os emails
foram mal interpretados. O fato é que o vazamento tem
causado grande polêmica no mundo científico, apesar de a
imprensa ter dado pouquíssima importância ao assunto. As
informações estão sendo divulgadas essencialmente por
blogs nacionais e internacionais. Os poucos veículos
maiores que trataram do assunto atribuíram as
interpretações mais óbvias aos chamados “céticos”,
pressupondo talvez a necessidade de uma “fé” na ciência.
Desde 2007,
quando da quarta reunião do IPCC, cientistas do mundo
todo tentam alertar para o absurdo da crença na causa
humana do aquecimento do planeta. O documentário “A
grande farsa do aquecimento global”, veiculado em 2007
pelo canal 4 da Inglaterra, representou um esforço no
sentido de alertar para a grande mentira que estava
sendo pregada. Nos gabinetes das Nações Unidas, onde são
escolhidos os destinos do mundo, nada mudou.
Conferências climáticas e reuniões de discussão, todas
partem do princípio que as conclusões de 2007 são
irreversíveis e inegáveis.
Não é preciso
dizer que a ciência jamais conhecerá o consenso e suas
teorias podem, e devem, ser contestadas a todo momento.
Sendo assim, parece algo especialmente imprudente impor
sanções e restrições econômicas igualmente a todos os
países do mundo, baseando-se em uma “verdade” científica
que nem contou com a participação de cientistas, mas de
lideranças políticas das Nações Unidas.
O poder que o
órgão vem acumulando ultrapassa as maiores ambições do
passado, dos impérios da antigüidade às ditaduras
totalitárias do século 20. Suas decisões são tão
respeitadas que suplantam lideranças nacionais legítimas
e impõem ações baseadas em interesses
internacionalistas. Para alguns cientistas, no entanto,
os reais perigos para o homem estão sendo deixados de
lado em prol da agenda globalista da “maior e mais cara
ONG do mundo”, como classificou Reinaldo Azevedo.
Mojib Latif,
que foi membro do IPCC, defende a tese de uma tendência
ao resfriamento “nos próximos 10 ou 20 anos”. No Brasil,
o mais conhecido defensor desta teoria é o pesquisador
Luiz Carlos Molion. “Mudanças climáticas globais são
naturais e não há como modificá-las. O Protocolo de
Kyoto, por exemplo, é inútil quanto à diminuição do
aquecimento”, alega Molion. O cientista conta, em artigo
publicado na Zero Hora, em março de 2008, que os
cientistas que mais entusiasticamente discursam sobre o
aquecimento de causa humana hoje, são os mesmos que, na
década de 1970, alarmavam a respeito de uma nova Era
Glacial. As soluções apontadas também eram as mesmas:
diminuir a emissão de CO2.
A verdadeira
causa do aquecimento da atmosfera, segundo estes
cientistas ditos “céticos”, seria nada mais nada menos
que o período de explosões cíclicas do sol e não a
atividade capitalista como querem os ativistas do
consenso. A insistência na diminuição das emissões
demonstra o anti-capitalismo das maiores lideranças
mundiais, o que pressupõe perigoso ataque às liberdades
conquistadas até o momento.
A crença
demasiada nos estudos da ONU será o grande erro desta
geração, pelo qual não haverá perdão no futuro, e a
omissão do ataque às liberdades e às soberanias
nacionais por meio do ambientalismo custará o mesmo
preço a todos: a liberdade.
O autor é Jornalista |