Cacá Menéia

AGOSTO/2009
 

O gordo e o magro são de matar... as vítima!

 

 

Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.

Sou só uma manezinha do Norte da Ilha, nascida e criada no Rio Vremeio, com grande difilcudade de entender as côsa nesse mundo de Meu Deus!

Como o intanguido seu Ruim Naldo Bem Vedete, secretáro da Insegurança Púlbica do Indefeso Cidadão de SC. Ô, ô! Vinhas tão bem, ô! Mas como essa bisca me dá nos nevo, ô!

O diabo é que o malino do Ruim Naldo se parece muito com o meu primo, o Dirso da Nereide. Aquele, que é casado com a Queca, a caçula do Tinha, concunhado do Deca da Mana. O primo Dirso é bem assim que nem o seu Bem Vedete. Todo ano alguém arruma um carguinho em comissão pr’ele no sivriço púlbico, e o Dirso até aceita. Se for com função gratificada. E se puder começar a trabaiá pelas féria.

Uma veji, na hora de finalimente assumir, o Dirso apareceu na repartição com o dedo mindinho do pé enfaixado e um atestado de três mês de licença, do postinho de Saúde: assinado pelo doutôri Nilto, com recibo de R$30 e tudo. Dás um banho! Quando o mindinho sarou, o Dirso assumiu de Aspone de um dos vinte parente que ele tem, espaiados pelos gabinete do governo, na prefeitura, na câmara e na assembleia. Três dias dipôji o mandrião me aparece com tifo! A doença já era considerada extinta da humanidade há trocentos anos. Mas o Dirso jurou de pé junto que o tifo se agrudou-se nele que nem bosta de vaca nas havaiana. Provou com atestado médico do postinho de Saúde. Assinado pelo doutôri Nilto, com recibo de R$30 e tudo. Arrombassi! E lá se foi o mô quirido do Dirso pra casa, de licença. Uma quarentena rigorosa: só podia sair pra comprar comida no supemelcado, pagar as conta vencida no chópin e pra vázea, nos domingo, que ele não perde uma partida do Riovê FC.

Ah, é... ele também ia passar as tarde na casa do vô Delço, no Santinho. É que o véinho tava entrevado de cadêra de roda, cego, surdo e mudo de derrame celebráli. O primo Dirso s’ofereceu pra ponhar o vô a tomar o sóli da tarde na varanda, naonde o Dirso dormia na rede numa sombra, até o hora da novela das seis, que vinha assistir em casa. O vô Delço bateu as bota três dia dipôji. Frito que nem ôvo, tostado que nem çurrasco. De tanto sóli que tomou, reparassi? Osvi dizer que a morte atestada pelo postinho de Saúde foi um febrão. O popéli tava assinado pelo doutôri Nilto, com recibo de R$30 e tudo. Isso ainda vai dar côsa...

Pois esse é o Dirso: Aspone profissionáli com diproma e doutorado em Administração... de Obras Prontas. O Dirso não presta pra nada, mas tá sempre esganchado em algum cargo púlbico de boa grana. Não aparece no trabaio, mas o contracheque dele nunca faia e a remuneração nunca deixa de jorrar na conta nos fináli do mês. Ninguém sabe pra que que o Dirso serve, e o que ele faz, mas o nome dele tá sempre nos jornáli, nos cargo mais importante nas repartição da vida. E naonde tem solenidade, o Dirso tá no palanque. Mesmo quando tá de licença prêmio.

Que nem o seu Ruim Naldo Bem Vedete, secretáro da Insegurança Púlbica do Indefeso Cidadão de SC. Enquanto a sanguera escorre nas cidade e a povança cai que nem mosca pelas rua, de morte matada pelos bandido, cadê o Ruim Naldo? Mofas c’a pomba na balaia! Ele tá nem aí. Não paga a pena se apreocupar com côsa pouca, não tem? A vida é bela pro seu Ruim Naldo e pro chefe dele, tás tolo!

Ele é a corda da caçamba do governadôri. É o magro do gordo do paláço da Agromônica: Stan Bem Vedete Laurel e Oliver Luiz Eurrico Hardy. Só que essa dupla não tem a menori graça. Mas a gente ri deles que é pra não chorar. Que diferença faji? Pr’eles? Nenhuma.

Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.

 
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