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Não
sei quanto a vocês, mas para mim, chega! A declaração do
apedeuta de que o PSDB está imitando a política de
Hitler, ao escolher multiplicadores na região Nordeste
para divulgar seu programa partidário, foi a coisa mais
nojenta, mais imbecil, mais estúpida e mentecapta que já
ouvi em toda minha vida.
Não agüento
mais olhar para a cara do Lula; ouvir sua voz fanhosa e
rouca vomitando frases mal construídas; escutar suas
sandices e mentiras deslavadas, ditas com ar de
superioridade e com um cinismo irritante que beira à
demência; suportar seus deboches e ofensas a todos nós
que conseguimos estudar.
Há poucos
dias, FHC escreveu um artigo que foi publicado em alguns
jornais de grande circulação. Não sou fã do
ex-presidente, tenho sérias restrições à forma como se
conduziu frente à presidência da república e o reputo
como um dos maiores responsáveis pela ascensão do
apedeuta ao Planalto. Mas não se pode deixar de
concordar com algumas das análises que ele fez sobre a
situação calamitosa em que se encontra o País, em
especial após a tomada do Estado por grupos formados por
terroristas, pelegos sindicais, ONGs picaretas,
movimentos campesinos criminosos, grupos racistas et
caterva.
De uns anos
para cá vem ocorrendo um triste fenômeno em toda a
América Latina, que mais uma vez nos coloca na contramão
da história. Uma onda de “esquerda” varre nosso
continente como um tsunami idiotizante, colocando no
poder figuras ridículas e pré-históricas, populistas e
demagogas, autoritárias e megalomaníacas. O paradigma
dessa gente é o presidente da Venezuela, figura tosca,
mambembe e patológica encontrável em qualquer livro de
psiquiatria. Outras figuras não menos ridículas e
patológicas ocupam as presidências da Argentina, da
Bolívia, do Equador, do Uruguai, da Nicarágua e,
obviamente, hors concours, de Cuba.
O apedeuta,
apesar da pouca instrução formal que possui, é um
sujeito diabolicamente esperto, muito mais do que
qualquer outro presidente que já tivemos. Não se pode
deixar de reconhecer nele esse mérito (ou demérito, como
queiram). Pragmático ao extremo, usou toda a força do
seu partido, bem como a expertise da sua “elite
intelectual” (formada basicamente por professores que
parasitam as universidades públicas brasileiras), para
conjuminar um plano de assalto ao estado brasileiro,
transformando-o em apêndice do PT.
Lula sabia,
entretanto, que não poderia levar a cabo essa empreitada
sem se aliar a forças poderosas que há anos ocupam os
intestinos do poder e se alimentam do sangue dos
brasileiros. Não foi tarefa difícil cooptar a maior
parte do PMDB e de outros partidos fisiológicos e
nanicos que, com facilidade, se atiram nos braços de
quem os alimente com cargos e os mantenha no poder. O
mensalão está aí para não me deixar mentir.
A que ponto
chegamos! A máquina pública está inchada de
correligionários e companheiros que, pelo pagamento de
dízimos extraídos dos cofres públicos, alimentam um
Leviatã vermelho e insidioso que está corroendo e
corrompendo nossa República. Enquanto isso, a corrupção
grassa mais solta e fértil do que “nunca antes na
história desse país”.
A
Corregedoria Geral da União descobriu que 95% das
prefeituras desviam verbas federais, o que,
estatisticamente, é o mesmo que dizer que todas desviam
recursos. O TCU vem sendo atacado pelo apedeuta e sua
turma por estar investigando desvios de recursos nas
obras do PAC, que, pela voracidade que vem demonstrando
em consumir recursos, mais parece aquele personagem de
videogame que come tudo o que encontra pela frente (em
homenagem à pupila do apedeuta, vou chamá-lo de
PAC-WOMAN).
FHC está
certo em sua análise quando diz que o apedeuta está
implantando no País um “autoritarismo popular”, mesmo
que essa expressão possa estar sujeita a críticas. O que
importa é a essência do que ela expressa: o uso
maquiavélico de um alto índice de popularidade,
conseguido com base em programas de cunho eminentemente
populista e assistencialista, para conseguir a
perpetuação no poder de um grupo político alinhado com o
que há de pior em termos de espectro ideológico,
situação que bem comparou o ex-presidente ao peronismo.
É para lá que estamos caminhando, sem que se possa
interpor nenhum obstáculo à voracidade dessa gente.
O pior de
tudo é que não temos mais uma oposição forte, combativa,
fiscalizadora, como era o PT em outras épocas. Hoje
sabemos que tudo não passava de uma encenação, de um
golpe teatral. Mas naquela época havia uma oposição.
Hoje, sobrou-nos um arremedo. O espectro político do
Brasil se deslocou totalmente para a esquerda,
tornando-se quase um pensamento único.
A eleição
presidencial de 2010 caminha para um plebiscito, com
resultados previsíveis. Para combater Dilma Roussef
teremos José Serra ou Aécio Neves; o primeiro,
ex-exilado político e órfão de uma esquerda romântica
que não existe mais, e que não vai se arriscar a mais
uma derrota eleitoral; o segundo, playboy midiático e
inveterado, sempre às voltas com escândalos amorosos, o
que, de certa forma, lhe retira a dignidade necessária
para exercer o mais alto cargo político da nação.
Para mim,
chega!
O autor é engenheiro
eletricista e advogado formado pela UFSC. Carioca de
nascimento e radicado em Florianópolis há muitos anos, é
ex-presidente da Associação de Engenheiros e atualmente
vice-presidente dessa entidade, fazendo parte também do
Sindicato dos Engenheiros de SC. É assessor técnico do
CREA-SC onde exerce as funções de Ouvidor e de Assessor
de Convênios e Relações Internacionais. |