Fevereiro/2011

Artigo

O que fazer para evitar os deslizamentos de terra?

Anderson Caio

 

Ambientalistas usam e abusam dos fenômenos naturais para alimentarem o mito do aquecimento global e conseguir apoio da maioria da mídia
porque rende notícias impactantes.

Dois enfoques, principais, cabem nesta análise: o ambiental e o político.

Em um desastre natural de grandes proporções a questão ambiental é muito explorada por ambientalistas radicais, sem levar em consideração que o assunto é geológico, antes de ser ambiental. A Terra, um organismo vivo e em permanente evolução, gera fenômenos de várias intensidades que afetam, pouco ou muito, todos os seres vivos que estejam próximos desses fenômenos. A Geologia tem a explicação para os fenômenos naturais, mas sabe também que não tem como impedi-los de acontecer.

O que precisa ser compreendido é que o deslizamento de terra é um fenômeno geológico muito comum e tão antigo quanto o nosso planeta. É estudado e conhecido como a Primeira Lei da Sedimentação:

“Acima do nível de base tudo está em permanente destruição”, seguida da Segunda Lei: “abaixo do nível de base tudo se reestrutura de novo”.

No livro “Petróleo e Ecologia: uma Contestação à Ciência Ortodoxa”, há um resumo que vale a pena ser lido, no capítulo Processos e Produtos da Sedimentação, em www.petroleoeecologia.com.br/.

Ambientalistas usam e abusam dos fenômenos naturais para alimentar o mito do aquecimento global, e conseguem apoio da maioria da mídia porque rende notícias impactantes. Contudo, ambientalistas não são autoridades no assunto. Os geólogos, sim, sabem que as chuvas fazem parte do ciclo da água e os deslizamentos de terra fazem parte dos chamados Processos da Sedimentação que regem a formação das bacias de sedimentação em toda a Terra, e são esses estudiosos que devem ser consultados para mapear as áreas de risco e assim orientar o poder público para proibir construções ou benfeitorias de qualquer natureza.

Construções mais sólidas, muros de contenção ou qualquer outra medida amadorística em áreas de risco NÃO SÃO SOLUÇÃO para impedir destruições causadas por tempestades de grande intensidade.

Se o governo insistir em manter a ocupação das áreas de risco, os prejuízos materiais e perdas de vidas continuarão. Os exemplos recentes da região serrana do Rio e do porto de Manaus são bons exemplos da força da natureza.

Respondendo à pergunta inicial, podemos afirmar que NADA podemos fazer para evitar qualquer desastre natural, porque o homem, como qualquer outro animal, é insignificante perante as forças da natureza. A ação humana está limitada em minimizar as consequências desses fenômenos cobrando medidas preventivas dos órgãos competentes, que são aguardadas há muito tempo em muitas cidades brasileiras.

 

Anderson Caio é Geólogo,
pesquisador independente e responsável pelo site
Petróleo e Ecologia:
www.petroleoeecologia.com.br/