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Dois enfoques, principais, cabem nesta análise: o
ambiental e o político.
Em um desastre natural de grandes proporções a questão
ambiental é muito explorada por ambientalistas radicais,
sem levar em consideração que o assunto é geológico,
antes de ser ambiental. A Terra, um organismo vivo e em
permanente evolução, gera fenômenos de várias
intensidades que afetam, pouco ou muito, todos os seres
vivos que estejam próximos desses fenômenos. A Geologia
tem a explicação para os fenômenos naturais, mas sabe
também que não tem como impedi-los de acontecer.
O que precisa ser compreendido é que o deslizamento de
terra é um fenômeno geológico muito comum e tão antigo
quanto o nosso planeta. É estudado e conhecido como a
Primeira Lei da Sedimentação:
“Acima do nível de base tudo está em permanente
destruição”, seguida da Segunda Lei: “abaixo do nível de
base tudo se reestrutura de novo”.
No livro “Petróleo e Ecologia: uma Contestação à Ciência
Ortodoxa”, há um resumo que vale a pena ser lido, no
capítulo Processos e Produtos da Sedimentação, em
www.petroleoeecologia.com.br/.
Ambientalistas usam e abusam dos fenômenos naturais para
alimentar o mito do aquecimento global, e conseguem
apoio da maioria da mídia porque rende notícias
impactantes. Contudo, ambientalistas não são autoridades
no assunto. Os geólogos, sim, sabem que as chuvas fazem
parte do ciclo da água e os deslizamentos de terra fazem
parte dos chamados Processos da Sedimentação que regem a
formação das bacias de sedimentação em toda a Terra, e
são esses estudiosos que devem ser consultados para
mapear as áreas de risco e assim orientar o poder
público para proibir construções ou benfeitorias de
qualquer natureza.
Construções mais sólidas, muros de contenção ou qualquer
outra medida amadorística em áreas de risco NÃO SÃO
SOLUÇÃO para impedir destruições causadas por
tempestades de grande intensidade.
Se o governo insistir em manter a ocupação das áreas de
risco, os prejuízos materiais e perdas de vidas
continuarão. Os exemplos recentes da região serrana do
Rio e do porto de Manaus são bons exemplos da força da
natureza.
Respondendo à pergunta inicial, podemos afirmar que NADA
podemos fazer para evitar qualquer desastre natural,
porque o homem, como qualquer outro animal, é
insignificante perante as forças da natureza. A ação
humana está limitada em minimizar as consequências
desses fenômenos cobrando medidas preventivas dos órgãos
competentes, que são aguardadas há muito tempo em muitas
cidades brasileiras. |