Cacá Menéia

Dezembro/2007

 

 

Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.

Eu sou só uma manezinha do Norte da Ilha, nascida e criada no Rio Vremeio.

O nosso prefeito imperfeito, o seu Dáro Bergui, mandou dizer que vai aumentar vaga nas creche na cidade. Ué!! Já tá faltando vaga nas creche DE NOVO?!?! Mofas c’a pomba na balaia, ô seu dotô! Não é creche que falta, é criança que sobra. Os privado batem os crôto de montão e atiram as cria nas costa larga do púlbico. No mô fraco modi pensar, o prefeito imperfeito devia de usar um pouco da verba das creche para mandar castrar muié e cortar crôto de macho, que é para pararem de botar no mundo fiarada que não têm conichões de criar. É baubada!

E a União Federáli Pestista deçepaíz? Eu sube que dijaôji quer proibir os hotélis e restaurantes de botar mesa e cadeira nazareia da Ilha Capitáli pros turista, que é pra sobrar mais espaço pros banhista. Ué! Mas banhista e turista não é tudo iguáli? Não? Hum... Ah, então tá! Agora entendi: é que banhista é pobre e traz as côsa de casa. E turista é rico, istepô, gasta só pra dar lucro pro empresáro malino. Tás tôlo? É por isso que banhista com barraca, mesa e cadeira, pra farofada e o surrasco nas moita, tem muito mais direito humano fundamental de espaço nazareia da praia em Floripa, do que turista só de polchete, aboletado nos conforto oferecido pelos empresáro estabelecido. Nazareia da praia da Ilha, banhista ranga sentado e turista come de pé. Arrombassi!

Visse, mô cravos? Já di pro Papai Noéli o meu bietinho e não pedi nada pra mim, só prozôtros. Quero só que, na passada por aqui, ele dê carona no trenó pros nossos vizinhos que vinhéro de fora pra se homiziá e não gostaram. Vévim pel’aí, cabisbaxos, numa tristeza de dar dó, choramingano pelo cantos, de máli co’mundo, porque aqui nada presta. Quanta desilusão co’as Magia da Ilha... as praia são poluída e tem cachorro, nossos ônibus são pouco e véio, as estradas são ruim e o trânsto é engarrafado, o Centro é caótico e os bairro inseguro, as rua não tem calçada nem pavimento, falta água e luz, creche, escola e posto de saúde. Os preços são muito caros e, ainda por cima, os manezinho são antepáticos.

Por isso, não percisa o Bom Velhinho dar nada pra mim. Só quero que ele refaça a felicidade dessa pobre gente arrependida, que deu o mau passo na vida de se mudar pra Floripa. Ele larga os paranaense na Ilha do Méli, os paulista em Ilhabela, os carioca na Ilha do Governadôri e, daí pra cima, faz uma parada na Ilha do Bananáli e outra em Fernandi Noronha. Ah, sim! Pros gaúcho, o desembarque é na Ilha da Pintada.

Oi, oi, oi, que sê manezinha às vezes dói...

 

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