CAPITALISMO E INICIATIVA PRIVADA

José Carlos Schultz

 

Apreciei com entusiasmo o artigo do engenheiro Porfirio Cristaldo Ayala, publicado na edição de novembro do Jornal Ilha Capital.

Magnífico! Concordo e me revolta constatar que, pelas mais diversas maneiras, a palavra Capitalismo foi sendo transformada, em certos meios, em um “palavrão”.

Afinal, é até hoje o único sistema que consegue promover o enriquecimento e a elevação do nível de vida dos povos. Como muito bem explica o articulista.

Sou defensor ferrenho da Iniciativa Privada. Afinal é ela que paga todas as contas. Sustenta os Governos, as Estatais, e todos os auxílios e subsídios, dos quais tanta gente gosta...

Diáriamente, a cada minuto e em cada local, a Iniciativa Privada fornece magníficos exemplos da sua eficiência. Um dos mais claros é o exemplo do pãozinho:
Parece um verdadeiro milagre de eficiência logística o fato do cidadão poder dispor diáriamente, quase sempre na esquina próxima de casa de um pãozinho fresco pela manhã! Há por trás, uma enorme, longa e complexa cadeia de providências, desde o plantio do trigo, colheita ou a sua importação, portos, estocagem, transporte, sal, gorduras vegetais, enfim, toda a complexa soma de insumos, providências, decisões, muito trabalho, madrugadas com frio, com calor, com ou sem chuva.

Para que diariamente esteja à nossa disposição o pãozinho fresco, para a mesa do pobre, do rico, do remediado, do milionário, do hotel, do hospital, em qualquer lugar. Trata-se de um dos alimentos mais baratos de que dispomos.

Já experimentaram imaginar como seria se o pãozinho da manhã fosse estatal? Talvez precisássemos nos inscrever, anual ou mensalmente para poder comprá-lo. Existiriam “guias do pãozinho”. Horários especiais de distribuição, sempre nas madrugadas, como nos postos de saúde...

Com a falta do produto, ou má qualidade, teriamos que descobrir onde está localizado o departamento de reclamações. Para que ela fosse bem encaminhada seria conveniente termos um amigo, ou conhecido, talvez um político, para nos ajudar.

Um “pistolão” como se diz. O preço também subiria bastante, como os demais preços publicos sempre que os déficits do governo aumentam, como já acontece. Os postos de venda seriam poucos, distantes, sempre com filas, por “falta de pessoal” ou porque “o fulano não veio hoje e eu não posso fazer o serviço dele”... O resto é fácil de imaginar.

Ainda bem que o pãozinho é totalmente produzido, distribuido pela Iniciativa Privada. Eficiente. Capaz. Produtiva. Atenciosa. E que paga enormes volumes de Impostos para que as autoridades cumprissem pelo menos as tres grandes obrigações de qualquer governo moderno: SAÚDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO. Só isso!
 

 

O autor é empresário,
morador da Lagoa da Conceição