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Apreciei com entusiasmo o
artigo do engenheiro Porfirio Cristaldo Ayala, publicado
na edição de novembro do Jornal Ilha Capital.
Magnífico! Concordo e me
revolta constatar que, pelas mais diversas maneiras, a
palavra Capitalismo foi sendo transformada, em certos
meios, em um “palavrão”.
Afinal, é até hoje o único
sistema que consegue promover o enriquecimento e a
elevação do nível de vida dos povos. Como muito bem
explica o articulista.
Sou defensor ferrenho da
Iniciativa Privada. Afinal é ela que paga todas as
contas. Sustenta os Governos, as Estatais, e todos os
auxílios e subsídios, dos quais tanta gente gosta...
Diáriamente, a cada minuto
e em cada local, a Iniciativa Privada fornece magníficos
exemplos da sua eficiência. Um dos mais claros é o
exemplo do pãozinho:
Parece um verdadeiro milagre de eficiência logística o
fato do cidadão poder dispor diáriamente, quase sempre
na esquina próxima de casa de um pãozinho fresco pela
manhã! Há por trás, uma enorme, longa e complexa cadeia
de providências, desde o plantio do trigo, colheita ou a
sua importação, portos, estocagem, transporte, sal,
gorduras vegetais, enfim, toda a complexa soma de
insumos, providências, decisões, muito trabalho,
madrugadas com frio, com calor, com ou sem chuva.
Para que diariamente esteja
à nossa disposição o pãozinho fresco, para a mesa do
pobre, do rico, do remediado, do milionário, do hotel,
do hospital, em qualquer lugar. Trata-se de um dos
alimentos mais baratos de que dispomos.
Já experimentaram imaginar
como seria se o pãozinho da manhã fosse estatal? Talvez
precisássemos nos inscrever, anual ou mensalmente para
poder comprá-lo. Existiriam “guias do pãozinho”.
Horários especiais de distribuição, sempre nas
madrugadas, como nos postos de saúde...
Com a falta do produto, ou
má qualidade, teriamos que descobrir onde está
localizado o departamento de reclamações. Para que ela
fosse bem encaminhada seria conveniente termos um amigo,
ou conhecido, talvez um político, para nos ajudar.
Um “pistolão” como se diz.
O preço também subiria bastante, como os demais preços
publicos sempre que os déficits do governo aumentam,
como já acontece. Os postos de venda seriam poucos,
distantes, sempre com filas, por “falta de pessoal” ou
porque “o fulano não veio hoje e eu não posso fazer o
serviço dele”... O resto é fácil de imaginar.
Ainda bem que o pãozinho é
totalmente produzido, distribuido pela Iniciativa
Privada. Eficiente. Capaz. Produtiva. Atenciosa. E que
paga enormes volumes de Impostos para que as autoridades
cumprissem pelo menos as tres grandes obrigações de
qualquer governo moderno: SAÚDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO.
Só isso!
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