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Quem assistiu ao teu
espasmo obscuro
Oh, ser humilde entre os humildes seres
Disseste em versos que em teus deveres
Atravessaste no silêncio escuro
Teu sonho místico
sobrepõe-se a sina
De pela cor viver discriminado
Simbolizaste no verbo apaixonado
A dor que punge e o belo que fascina
Foste um esteta num viver
de horrores
Ser transcendente a infinitas dores
E ao finito do corpo em agonia
Tens agora no Além ternura
e afeto
O inalcançado amor - sonho dileto
Da tua alcandorada poesia. |