| Agosto/2007
Ói,
ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.
Eu sou só uma manezinha do Norte da Ilha, nascida e
criada no Rio Vremeio. Só entrei pra falcudade de
Dereitio depois de véia. Na fase de aprender a ter
conflito dincompetência eu já vou estar gagá. Ainda bem.
Já tem conflito dincompetência demais em Floripa, né mô
cravos?
Se fosse competência, os malino não andavam atirando em
ninguém: se nasce com ela ou se morre sem. Tás tolo? Já
a moerda verde fedorenta dos conflitos dincompetência é
tanta - mas tanta! -, que atiram até no ventilador de
quem tá quieto. Só pode dar moerda! Até procurador e
juiz sai respingado da fedentina. Um tenta se limpar
jogando moerda verde no outro. Arrombassi!
Parece até que tem conflito dincompetência entre
políciais e delegada federal: eles atiram no que não
ouvem e ela no que não vê. Excesso dincompetência e
falta de pontaria é uma combinação explosiva, não tem?
Opção preferencial pra explodir prefeito imperfeito e
implodir empresário com a vida pronta. Só que pra
empresário dincompetência nem existe. E nem conflito.
Ele se alevanta, sacode a moerda verde e dá a volta por
cima. Já prefeito imperfeito com dincompetência
escondida até nas cueca, vévi metido em conflito: quanto
mais se limpa da moerda verde, mais sapateia na caca.
Sabe o que acontece quando todas otoridades
iscumunguentas intentam de resolver seus conflitos
dincompetência na mesma hora? Metralhadora giratória de
moerda verde na cidade! Se telefonar pro gabinete entre
moerda verde pel’um osvido da opinião púlbica. E não sai
pel’outro. Até pensar nos homi lava de moerda verde a
honra da gente.
E tem os conflitos dincompetência eco ilógicos: os
conflitos ambientalmente-ideológicos da Ilha Capitáli.
Com os ocupador clandestino eles não acontecem. Os
procuradores Naluz e Amoreira nem procuram esse tipo de
conflito: o juiz Bom de Mar não processa ocupador
clandestino. Mandar a intimação para onde, se ninguém
sabe onde é as empresas dos malino? Multar ocupador
clandestino? Num val’um ôvo podre! Os mondrongo não tem
patrimônho em seu nome, nem conta bancária. Tá tudo em
nome dos terceiros. Vão mitigar e compensar dano
ambiental com o quê? Com dúzias de laranja?
Deviam de inventar o dereitio humano fundamental do
homem empresário de ser clandestino, igualmente igual
aos demais ocupadores da Ilha. Fináli de conta, é
bobaisada ficar predendo tempo com embargo de obra
com-licença. Dá menos conflito tirar as licenças de quem
tem e deixar eles construir sossegado que nem os
sem-licença. E termina pra sempre co’esses conflitos
dincompetência fedido a moerda verde!
Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói...
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