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O PT voltou
a insistir no imposto sobre fortunas. O partido
apresentou uma proposta para a criação da contribuição
social sobre as grandes fortunas, com três alíquotas
diferentes, incidindo em patrimônios a partir de R$ 10,9
milhões. O líder do PT na Câmara, deputado Maurício
Rands (PE), explicou: “É um tributo de solidariedade”.
Para ele, a “contribuição” terá um valor pedagógico. O
objetivo é reduzir a desigualdade social.
Em primeiro
lugar, o deputado deveria lembrar que a maior renda per
capita do país está justamente em Brasília. Ou seja, em
nome do combate à desigualdade social, o governo é o
maior concentrador de renda que existe. E da pior forma
possível, pois não é através da livre concorrência no
mercado, onde somente quem gera valor aos consumidores
consegue ficar rico, e sim metendo a mão na marra no
dinheiro dos cidadãos e dando para os “amigos do rei”.
Essa mentalidade parte da premissa de que riqueza é algo
estático, e que basta tirar dos ricos para resolver o
problema da pobreza. Roberto Campos explicou: “Os
socialistas, e em especial os marxistas, sempre pensaram
que existia um estado natural de abundância; nada mais
simples, portanto, que a economia de Robin Hood: tirar
dos ricos para dar aos pobres”. O resultado é a
proliferação da miséria.
Em segundo
lugar, o deputado petista ignora uma máxima moral
inegável: solidariedade é um ato voluntário!
Solidariedade não pode ser imposta. Não é possível
dissociar solidariedade de escolha individual. Sob a
mira de uma arma não há atos solidários ou morais. A
postura “altruísta” do deputado pode ser bem resumida
pela frase de um conhecido meu: “O coletivismo é um
coletivo de egoístas que exigem o altruísmo alheio em
próprio benefício”. Pregar a solidariedade com o
sacrifício alheio é fácil. Bancar o altruísta com o
dinheiro dos outros é fácil. Mas é também imoral, além
de mascarar a pura inveja. |