Cacá Menéia

novembro/2006

Movimentos Comunistários

Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.

Sou só uma manezinha do Norte da Ilha, nascida e criada no Rio Vremeio. Nunca fui viageira e fui estudar já era véia. Em português estou melhorando. Minha nota em soçologia ainda é zero.

Dizem que é por isso que tenho tanta difilcudade de entender o mundo inteligentoso na volta do meu pasto, não tem? Por exemplo, esses movimentos comunistários, especializados em prometer pra povança um outro mundo impossível... eles dão nó nas minhas tripas celebrais!

Meu amigo judeu, o Rálfi, gauchinho que só ele - coitadinho! - diz que os nossos movimentos comunistários são de butique, neo-revoluçonários de poltrona. Eles só arrisco as corda vocal co’as gritaria de trancação de rua, badernança pra sufocar o bom senso das côsa simples. Sabe que o Rálfi tem razão? Eu nunca vi um líder comunistário explicar como é que se faz pro quilo de farinha de mandioca baixar de preço como vévim reinvindilcando pros empresários. Acho que eles nem sabem de onde vem a farinha. Devem de pensar que aqueles saquinhos de prástico do supremercado sai do chão garrado nas rama da mandioca só faltando botar a etiqueta do preço. Mas saber intisicar com quem produz e tirar de ladrão os empresários que geram as riqueza? Ah! Isso os coronelista filantrópico sabem fazer.

Eu sou tão mazanza. Um dia ainda vou achar alguém que me diga quáli foi o lugari de sistema comunistário que algum dia gerou riqueza. As patruia da estrela vremeia não sai das rua batendo nos peito das camiseta compradas nas boutique, com a cara daquele barbudo tibinga, o tribufú terrorista, saramaligno. Não araram um hectar, não rancam uma só raiz do chão, não racham uma acha de lenha, não puxam uma só carroça de rama, não trançam um tipiti sequer. Mas embargaram um campo de golfe, um aeroporto maior, estação de luz e de esgoto, uma avenida beira-mar, dois shopping, duas marinas...

Eu sou tansa. Mas no meu fraco modi pensar, o Costão Golf é a Aracruz de Floripa! Os comunistário ensinam pra povança que o certo é tirar um quilo de farinha de quem tem dois, para dar para quem não tem nenhum, e acabar com a raça do que restar. Viva Bornausi!

Seu Dico produziu 100 sacas de farinha e fez cair o preço pela fartura de oferta. Se os vizinhos estrangeiros dele, metidos a líder comunistários, produzissem umas côsas, mais preços iam cair, mais gente ia lucrar. E mais gente ia comer mióri. Mas, que nada! Os movimento comunistário não querem saber de empresar, de suar testa e suvaco, de racionalizar, arriscar ricurso e experiência... e ainda perigar perder a safra... O negóço deles é criar uma estatáli pra farinha de mandioca, cheia de paletó nas guarda das poltrona: os paletó dos comprador das produção dozotro a preço sem concorrença... de tão caro. Tem quem encobre os rombo deles no eráro com os imposto que nós paga...

Ó, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói.


 

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