Cacá Menéia

 

Viva o assessôri Celulari!

Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói...

Sou só uma manezinha do Norte da Ilha, nascida e criada no Rio Vremeio. Não fiz falcudade e nunca fui viagera.

Dizem que é prisso que tenho tanta difilcudade de entendê o mundo inteligentoso na volta do meu pasto.

Por inzemplo, essa cambada de assassino que ando matano os fio dozotro e ganhano espaço nas mídia pra pedire descurpa pros pai das vítima porque matáro as cria deles sem quereri. E aquele - o que deu o tiro na moça que ia sê médica -, que saiu na capa do jornáli mostrano o dedo pai de todos em riste, daquele jeito de mandar as pessoa enfiar ele no fióis? Credo em cruji! Não se acha mais alguém, como antanho, pra’cabá c’a raça desses nascido nas macega.

Não hái quem me faça comprideri.

Confesso e me descurpo com quem lê essas mali traçadas linha: eu também não queria mandar esta gentaia toda pros quinto do sinferno, enfileirado descosta num muro e cortado ao meio por uma saraivada de metraiadora, que nem faji o seu Fim del Casto, nos paredão de democracia cubana. Mas essas indéia entra no meu célebro e sai pela minha boca sem eu conseguir controlari. Descurpe. Eu não queria falári assim, do memo jeito que os vagabundo não querim dar os tiros nos nossos fio. Mas dão. Sai sem quereri...

Juro, juro, juro, que eu não queria escreveri o quanto me dá vontade de baixá-lhe o cacete nas otoridade omissa, quando leio nos jornáli que os nossos jovem tão caino morto que nem mosca na sopa fervente dos inzército de delinqüente sorto nas rua. Eles tão acabano c’os nossos jovem bem criados, com amori e sacrifíço dos pais responsávis, que só tem os fio que tem conichões de criári dereitio. E os marginális, nascido nos pé de couve, tão acabano com a juventude, gente estudiosa, trabaiadera, com talento, morto a tiro porque os cafajeste queri ire pras buate, queri um pári de têni de marca, queri as correntinha de ôro das menina, queri dinhêro pra comprári tóxico. Só não queri estudo e trabaio honesto no lombo.

É essas matía de lobo guará (que me adescurpem os lobo-guará: saiu sem eu quereri) que são procriado que nem rato, só na base dos prazeri do sexo sem proteção, e adispois largado pelo mundo de meu Deus, porque os inocente casalzinho chego na concrusão que não têm como educári as ninhada e atiro os fio nas costa da socedade. E a socedade, coitada dela: não dá mais conta de paga imposto pra sustentá a gentarada de miserávi que se murtiplica nas fila dos assistençalismo que os governo troco por voto.

Eu não queria dizeri, mas sai assim memo, de tanta revorta que me dá: eu acho que as otoridade não tem fio. Se tem, tão pegano os poliça, que devio de tá nas nossa rua, pra serviri de guarda-costa pras familage deles e deixano as nossa ao Deus dará.

Bem que os meus vizinho estrangêro me avisaro, que os computadori às veji viro arma nas mãos da gente, e a gente sai atirano palavróro pra todo lado, sem a gente quereri, que nem aconteci com as arma dos assassino dos cidadão de bem.

É prisso, minha gente, que temo que se armá contra as otoridade cúmplice dos bandido, que dexo eles solto pela cidade pra nos robári, nos sequestrári e nos matári, pra judiári das nossas famía: vamos se armá com os titlo dinleitori, que as inleição vem aí! E vamo atirar com ele no coração político dessas otoridade que tão fazeno a povança de refém dos bandoleros.

Se o voto é a nossa arma de legítima defesa do cidadão, vamo metraiá essa cambada de incompetente pra fora dos cargo púlbico c’as carça na mão!

Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói...

cacameneia@yahoo.com.br